Loujain al-Hathloul é libertada após mais de 1000 dias na prisão

17.02.2021 - Codepink

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Loujain al-Hathloul é libertada após mais de 1000 dias na prisão
Ativista saudita Loujain alHathloul (Imagem por CC por 4.0 / Emma Mizouni - Trabalho próprio)

Loujain al-Hathloul é libertada após mais de 1000 dias na prisão – Declaração de CODEPINK

Na quarta-feira, 10 de fevereiro, a ativista pelos direitos das mulheres, Loujain al-Hathloul, foi libertada da prisão na Arábia Saudita, após mais de 1000 dias presa. Loujain é uma destemida ativista pelos direitos das mulheres, e a notícia de sua soltura é reconfortante. Em dezembro de 2020, foi condenada a quase seis anos de prisão por um tribunal antiterrorismo. Sua sentença foi seguida de uma suspensão de dois anos, menos o tempo já cumprido. A soltura estava programada para acontecer em fevereiro ou março de 2021, e é uma boa notícia que ela foi liberada como previsto. Porém, sua libertação vem acompanhada de algumas condições, incluindo uma proibição de viajar por cinco anos, durante a qual não poderá deixar a Arábia Saudita. Ela também estará proibida de participar em outras ações de ativismo. Essas condições vinculadas à liberação de Loujain devem ser imediatamente abandonadas, uma vez que a liberdade de livre circulação é um direito humano. Para que a justiça seja feita, as pessoas que a torturaram e a mantiveram presa por tanto tempo devem ser responsabilizadas.

Loujain Alhathloul é uma heroína. Sua campanha pelo direito das mulheres de dirigir na Arábia Saudita foi bem sucedida. Sua detenção por tal campanha ocorreu pouco antes do reino conceder às mulheres o direito de dirigir. Desde sua detenção, em maio de 2018, Loujain foi mantida a maior parte do tempo em prisão preventiva, tendo enfrentado grande violência, como afogamento simulado, eletrochoque, espancamento e ameaças de abuso sexual. Como se essa injustiça não fosse suficiente, o Tribunal Penal Especializado da Arábia Saudita apressou seu julgamento. Isso inclui audiências repentinas, onde a família da ativista era avisada com apenas um dia de antecedência antes da próxima etapa do processo.

“A família de Loujain pede que as pessoas não usem o termo “liberdade” para descrever a liberação dela. Certamente, ela ainda não está livre, precisamos continuar pedindo que as condições impostas à sua soltura sejam retiradas para que Loujain possa falar e circular livremente”, disse Danaka Katovich, a coordenadora de assuntos do Iêmen da CODEPINK.

Lina Allhathloul, irmã da ativista, que tem defendido a liberdade de Loujain de forma incansável, afirmou: “Loujain defende qualquer cidadão que lute pela sua nação com amor e deseje o melhor para seu país”.

“Nós estamos com a Loujain e somos inspirados por sua bravura e destemor” disse o codiretor nacional da CODEPINK, Ariel Gold. “Loujain ensina a todos nós a lutar com o coração e a nunca desistir dos objetivos da liberdade, da justiça e da igualdade”.

Loujain luta pela igualdade e justiça a todos os cidadãos sauditas por puro amor ao lugar de onde ela vem. CODEPINK, uma organização feminista liderada por mulheres, sem dúvidas, continuará a apoiar e a defender Loujain e todos os defensores dos direitos das mulheres sauditas e dos direitos humanos.


Traduzida do inglês para o português por Jenifer Paz Araújo / Revisado por Graça Pinheiro

Categorias: Direitos Humanos, Oriente Médio
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