No Conselho de Segurança, chefe humanitário faz novo alerta sobre crise na Síria

29.01.2020 - UN News Centre

No Conselho de Segurança, chefe humanitário faz novo alerta sobre crise na Síria
Na Síria, ONU estima que pelo menos 20 mil pessoas tenham fugido de suas casas nos últimos dois dias. (Crédito da Imagem: UNFPA Síria)

Segundo Mark Lowcock, mais de 1,5 mil civis foram mortos desde o início da escalada da violência em abril passado; mais da metade das vítimas eram mulheres e crianças; subsecretário-geral disse que sírios “se sentem totalmente abandonados pelo mundo

O subsecretário-geral das Nações Unidas para os Assuntos Humanitários, Mark Lowcock, informou esta quarta-feira ao Conselho de Segurança que a situação na Síria está se agravando.

Desde a escalada da violência, em abril, pelo menos1,5 mil civis foram mortos. Mais da metade das vítimas eram mulheres e crianças.

Segundo Lowcock, os sírios “estão traumatizados e se sentem totalmente abandonados pelo mundo.”  Foto: Ocha/Ghalia Seifo

Violência

Apenas na última semana, entre 15 e 23 de janeiro, foram registradas as mortes de 81 moradores durante ataques aéreos e terrestres.

Lowcock disse que a situação no noroeste do país é “deplorável.”

Na área de Idlib, a violência aumentou nos últimos dias. Na cidade de Alepo, grupos armados continuam invadindo a cidade, matando ou ferindo dezenas de civis.

A maioria das pessoas afetadas está se mudando do sul de Idlib para áreas não controladas pelo governo. A ONU estima que pelo menos 20 mil pessoas fugiram de suas casas nos últimos dois dias. Cerca de 115 mil na semana passada e quase 390 mil nos últimos dois meses.

Para muitas famílias, está é apenas mais uma mudança, desde que o conflito começou há nove anos. Lowcock disse que elas “chegam em um lugar considerado seguro, e são forçadas a fugir quando surgem novos bombardeios.”

Para ele, “é necessário que todas as partes concordem com o fim imediato dos combates em Idlib e ao seu redor.”

Ajuda

Ao mesmo tempo, as agências da ONU e seus parceiros prestam assistência alimentar a mais de 1,4 milhão de civis e cuidados de saúde a quase 200 mil pessoas.

Lowcock diz que esse trabalho apenas é possível devido a operações entre fronteiras, que foram autorizadas no início do mês pelo Conselho de Segurança.

Para ele, “essa continua sendo a única maneira de ajudar os 2,8 milhões de pessoas necessitadas no noroeste da Síria.”

O subsecretário-geral afirmou que essas operações “evitaram uma catástrofe humanitária”, mas adiantou que “os civis ainda sofrem terrivelmente.”

Unicef/UN039551/Soulaiman – Desde a escalada da violência, em abril, pelo menos1,5 mil civis foram mortos. Mais da metade das vítimas eram mulheres e crianças.

Carnificina

As agências humanitárias estão sem capacidade para responder ao nível das necessidades e isso tem criado “tensões crescentes por causa da resposta humanitária inadequada.”

Segundo Lowcock, os sírios “estão traumatizados e se sentem totalmente abandonados pelo mundo.” Ele disse que “eles não entendem por que este Conselho é incapaz de parar a carnificina de uma população civil presa em uma zona de guerra.”

Ele contou que a situação no nordeste da Síria continua difícil. Cerca de 70 mil pessoas estão deslocadas e mais de 90 mil estão vivendo em acampamentos.

No total, 1,8 milhão de pessoas precisam de assistência humanitária ali.

Passagem

Lowcock afirmou, no entanto, que o encerramento de uma passagem fronteiriça em Al Yarubiyah pode ser um problema. Segundo a Organização Mundial da Saúde, OMS, a decisão está reduzindo os serviços e materiais médicos disponíveis.

Neste momento, cerca de 400 mil suprimentos estão presos no Iraque, sem possibilidade de atravessar a fronteira. O secretário-geral já pediu que os Estados-membros do Conselho de Segurança cheguem a um acordo para resolver a situação.

Mark Lowcock contou que nos últimos meses, o preço dos alimentos disparou. O preço do pão, por exemplo, aumentou mais de 50% em algumas áreas. Nesse momento, o Programa Mundial de Alimentação, PMA, apoia 4,5 milhões de pessoas mensalmente.

Lowcock disse que “qualquer deterioração adicional da economia deixará ainda mais pessoas vulneráveis.” Segundo ele, “se a violência não parar, acontecerá uma catástrofe humanitária ainda maior.”

 

Categorias: Direitos Humanos, Oriente Médio, Paz e Desarmamento
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